carlinha.
Chamávamos carinhosamente (entre nós) de Carlinha, não de forma tão simplória, sempre antecedia uma interjeição e seguia um suspiro: Ah! Carlinha...
Acostumei a vê-la sem roupas e apesar dos 37 anos é assim que ela fica melhor. Despudorada e estática. Minuciosamente podia observar cada pequena curva ou dobra que se formava sobre sua superfície de acordo com a posição que permitia observá-la.
Jogo de volumes, reentrâncias, proeminências, saliências, formas várias.
Rosto sem expressão. O olhar além que, quando me olha, me transpassa. Figuro simplesmente como tantos outros.
As reverências são pra ela.
Da última vez que a encontrei o encanto já não foi o mesmo: estava coberta.
2 comentários:
ah! carlinha...
quero conhecer carlinha...quem sabe ela não me adota...rs
pô!! gostei! rsrs... descreveu uma boa impressão das sessões de modelo vivo... Acho que a própria Carlinha iria curtir bastante esse texto...
bjinhos!!
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